A caspa é uma dermatose
comum aos indivíduos de todas as idades. Em pricípio,
não é um processo inflamatório, mas se não
tratada torna-se um meio excelente para o crescimento exacerbado
de microrganismos normais do couro cabeludo, favorecendo, assim,
ao surgimento de um processo inflamatório conhecido como
dermatite seborréica.
A Pitiríase capitis simplex,
vulgarmente chamada de caspa seca, se caracteriza pelo desprendimento
de minúsculas escamas, que em algumas pessoas pode ser
apenas uma renovação celular acelerada.
Por vezes, as lesões intensificam-se
e as escamas além de espessarem-se, aglomeram-se e aderem
aos cabelos, sendo amareladas e pegajosas, visível em toda
a fronte e região lateral do couro cabeludo, passando a
ser chamada de Pitiríase capitis steatóides.
Sua diferenciação da dermatite seborréica
é feita pela presença ou não de prurido (nos
estados iniciais da dermatite).
Um dos fatores para a ocorrência deste
tipo de caspa (Pitiríase capitis steatóides)
é a presença de irritação no couro
cabeludo, associada com a seborréia e a presença
dos fungos Pitirosporum ovale ou Malassezia furfur, muito
embora esses fungos por si só não sejam os causadores
da caspa.
Eventualmente, existem outras causas que contribuem
para o aparecimento desta dermatose, tais como: stress, fatores
genéticos, idade, oleosidade da pele/couro cabeludo (não
há ligação direta), fatores neurológicos.
TRATAMENTO:
Os xampus são os veículos mais
empregados em produtos anticaspa. Há três grupos
de substâncias: inibidores de proliferação
epidérmicas; agentes queratolíticos; agentes antimicóticos;
e componentes auxiliares ( hidrolizados de proteínas, extratos
vegetais, vitaminas, agentes condicionadores).
DICAS:
Não usar enxágües cremosos/oleosos na raiz do
cabelo;
Ir ao ginecologista ( disfunção hormonal pode gerar
a caspa);
Não usar escovas, pentes de outras pessoas.
|