As evidências científicas
são demonstradas por diversos pesquisadores através
de experiências, algumas delas resumidas aqui.Como a questão
da impressão deixada na água .
Modificação estrutural do
solvente, de Gutmann & Resch
A água estabeleceria uma impressão,
uma espécie de 'molde", durante as diluições
da substância original, que persistiria após o desaparecimento
das moléculas e seria responsável pela atividade
biológica - hipótese difundida, porém frágil.
Degranulação de basófilos
e "a memória da água", de Benveniste
Basófilos com Ab-IgE em sua superfície,
expostos a Ab-anti-IgE (10-2 a 10-120) liberam histamina de seus
grânulos intracelulares, perdendo a coloração
com azul de toluidina (degranulam). Uso de 'pool" e comportamento
"sobe-desce".
Problemas com reprodutibilidade e críticas.
Transferência não molecular de
informação da tiroxina, de Endler
Ampolas de quartzo seladas, contendo Tiroxina
30CH, submersas em tanque com larvas de anfíbios, aceleraram
a velocidade de metamorfose (redução da cuda e aparecimento
das patas) significativamente em relação ao grupo
controle com água pura. Em "plexiglass" isto
não ocorreu.
As soluções foram preparadas eletronicamente.
Bastide - imunomodulação
A regulação de sistemas biológicos
envolve mais a noção de "informação"
do que a quantidade de moléculas. Informação
é um processo não-molecular que só pode ser
expressado por modificação no "recebedor".
É possível que, além dos
mecanismos cibernéticos regulatórios nos organismos
vivos (em reação a hormônios e obedecendo
às leis clássicas da farmacocinética), existam
outros mecanismos reagindo em resposta à "informação".
Bastide - terapias de substituição
Pool de Bursina 15-20CH (tripeptídeo
da Bursa de Fabricius, um órgão que promove a maturação
dos linfócitos B) administrado nos dias 6 e 9 da vida fetal,
em galinhas bursectomizadas (80 horas). Imunizou no dia 10 com
Tiroglobulina e mediu Ab específico, ACTH e corticosterona.
Valores foram normais para o grupo tratado, com reprodutibilidade
e grupo controle.
Vantagem pelo custo e ausência de contaminação
viral.
Novo paradigma proposto por Agnes Lagache
Seres vivos comunicam-se com seu mundo de um
modo não-verbal, tanto em nível somático,
quanto psicológico, através de uma comunicação
mediada por "objetos semânticos".
Podemos usar este paradigma para interpretar
os efeitos terapêuticos da homeopatia; as altas diluições
sucussionadas podem ser consideradas objetos semântios,
já que são biologicamente ativas e não contém
moléculas.
Novo paradigma proposto por Agnes Lagache,
1997
O organismo modifica seu comportamento: diluições
de Bursina fazem sentido para galinhas bursectomizadas, como se
a "informação de Bursina" substituísse
a função da bursa.
A Bursina diluída é um significante
físico (ou objeto semântico), compreendido e interpretado
pelo organismo.
Leis que governam o novo paradigma proposto
por Lagache
1 - cada peça de informação
não é um objeto, mesmo que tenha um carreador (ondas
magnéticas?); o medicamento ou informação
de moléculas endógenas pode chegar ao recebedor
através da diluição dinamizada correspondente.
2 - dirige-se ao organismo do recebedor
como um todo, que cria um significado e torna-se capaz de modificar
seu comportamento.
Condições que o objeto semântico
deve preencher
Deve ter relação com a referencia
do recebedor (no caso da Bursina, moléculas endógenas)
Deve ser diluído, para não piorar os sintomas por
sua presença muito forte. Se for muito forte (ou o recebedor
muito fraco), não ocorre regulação ativa
e a informação provoca efeito oposto (os sintomas
pioram e são observados os efeitos patogenéticos
exatamente opostos) - mimese passiva.
Os sintomas patológicos podem ser considerados
como uma tentativa de comunicação pelo organismo
do paciente: os sintomas tornam-se o processo de comunicação
sobre a patologia e o organismo torna-se capaz de encontrar os
mecanismos de regulação necessários para
retornar ao estado normal. Este sintomas são classicamente
lidos pelos médicos, tanto para identificar a patologia
e encontrar o medicamento alopático, quanto para identificar
o remédio capaz de provocar os sintomas em organismos sãos
(homeopatia).
A terapia alopática vai considerar o
corpo como um objeto e tentar cancelar os sintomas principais
por efeito oposto. A terapia homepática vai considerar
o corpo como uma estrutura informada-informante, e vai transmitir
uma informação artificial com todos os sintomas
dados pelo remédio. Então, o corpo é capaz
de reconhecer e tratar o "objeto semântico" que
permite a negação dos sintomas, reconhecidos como
um erro de adaptação.
Quanto mais similar os sintomas do paciente
e do medicamento, mais efetivo este será.
O esquema médico tem que re-informar
o paciente, e fazer com que seus sintomas modifiquem-se para um
nível mais alto de integração.
Aplicando estas hipóteses à
Homeopatia...
O necessário estudo patogenético
do medicamento em indivíduos saudáveis funciona
como mimese passiva, e vai possibilitar seu uso de acordo com
a lei da semelhança.
Os sintomas da mimese passiva serão utilizados
em sua correspondência com os sintomas do doente. Quanto
maior a semelhança, mais efetiva a mimese ativa para re-informar
o doente, fazendo com seus sintomas movam-se para um maior nível
de integração.