Plantas medicinais e fitoterapia

   O uso de plantas medicinais teve seu início provavelmente na pré-história. Os homens primitivos, assim como os animais, iniciaram as "práticas de saúde", alimentando-se de determinadas plantas pelo instinto de sobrevivência. Com isso, poderiam ter observado determinados efeitos para minimizar suas enfermidades, acumulando conhecimentos empíricos que foram passados de geração para geração.

   O acúmulo dessas informações pelos homens primitivos propiciou o surgimento de uma cultura da arte de curar e da farmacoterapêutica, que se tornou uma das bases importantes para o nascimento da medicina. Toda a história da medicina encontra-se ligada às plantas medicinais, pois somente em 1928, Friedrich Wohler sintetizou a uréia (substância orgânica) à partir de matéria prima inorgânica (cianato de amônio), o que revolucionou o conhecimento da época que concebia que matéria orgânica só poderia ser obtida de vegetais ou animais. Hoje em dia, vários medicamentos industrializados têm sido desenvolvidos a partir de plantas medicinais, com base nas indicações populares.

   A biodiversidade de nossos vegetais constitui uma grande riqueza potencial para a saúde humana. Apesar disso, somente 1% das espécies vegetais conhecidas da Terra foram estudadas e várias espécies estão desaparecendo do planeta num ritmo sem precedentes. Com a redução progressiva de grande parte desta biodiversidade, ocorrerá também uma enorme perda científica e econômica, principalmente para os países menos desenvolvidos que são os detentores da maior parte das reservas vegetais do mundo.

   Apesar disso, a fitoterapia atualmente está bastante difundida, principalmente pela menor toxicidade (em geral) e menor custo. As plantas medicinais são um poderoso aliado no tratamento de inúmeras enfermidades e tem capital importância na confecção de cosméticos. Essas são razões que levaram a tendência mundial de substituir gradualmente produtos sintéticos por naturais.

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